
Não é sobre o tesão sexual em si, embora esteja implícito, mas um tesão por TUDO - pelas coisas, pelos lugares, pelas pessoas, pelas experiências, pela VIDA!
A sociedade está doente de uma "impotência vital" e, como disse Gustavo Gitti, as pessoas "brocham diante das pernas abertas da vida".
Viram de lado e dormem, sem conseguirem realizar seus potenciais únicos, nem aproveitar o prazer de estarem vivos.
É um livro autobiográfico que fala sobre o tesão na esfera profissional, amorosa, política, social e psicológica, desse "anarquista, terapêuta e escritor" Roberto Freire.
Eu acho a vida linda, sou apaixonado por ela, quero conquistá-la, namorá-la e ser correspondido, apesar dos nossos defeitos e desafenças. E essa leitura aumentou meu tesão por ela, com certeza. \o/
Leia o trechinho do livro abaixo, depois me diga o que achou!
PS. recomendo também assistir ao filme "Foi Apenas um Sonho" (Revolutionary Road) ;)
É chegado o momento de acrescentarmos ao tempo e ao espaço mais uma dimensão fundamental à vida no Universo: o Tesão,
o estar física e emocionalmente em prontidão, alertas, atentos, disponíveis, sintonizados, sensibilizados, sensorializados, sensualizados a todos os estímulos internos e externos da vida cotidiana [...]
graças a essa dimensão, nós sentimos a vida à flor da pele, podemos fazer fluir e tornar disponíveis nossos potenciais humanos e biológicos [...]
Finalmente, ela nos faz criar, amar, jogar, brincar, lutar pelo simples e encantado prazer de estar vivo. [...]
Hoje, perder o tesão significa também se desinteressar. Mas trata-se de um desinteresse que não é apenas mental, existencial, mas também corporal e sensorial [...]
Este tesão o faz ligar-se, forte e apaixonadamente, sem necessitar nenhuma explicação consciente, a tudo o que lhe proporciona beleza, alegria e prazer. [...]
É isso também que os leva a não ser, espontaneamente, nem mórbidos e nem pessimistas [...]
é a principal arma que dispomos para lutar contra todas as tentativas de nos imporem as dependências, as limitações e as culpas [...]
na sociedade burguesa os mortos comandam os vivos, num processo de desvivência progressiva, contra o qual, nós, os que optamos pela ideologia do tesão, temos de nos insurgir [...]
Pois concordo com o pichador de parede que escreveu esta frase no muro de um cemitério em São Paulo: Sem tesão não há solução [...]
Tesudos do mundo, uni-vos!

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Enfim, quero dizer que o meu tesão é a beleza que sinto nas coisas, que sinto pelas coisas e que quero sentir, podendo, pelas minhas coisas.
Não resta mais dúvida alguma para mim que a necessidade de poder absoluto corresponde sempre a uma impossibilidade de se viver os prazeres relativos da existência cotidiana.
A perda do prazer espontâneo cria nas pessoas, por mecanismos psicopatológicos de compensação perversa, a necessidade compulsiva de poder. Todo tipo de poder: o físico, o psicológico, o afetivo, o sexual, o econômico, o político.
A forma de prazer que ainda sobraria nessas pessoas seria o de natureza sadomasoquista e paranóica: necessidade da dor alheia ou própria para se alcançar o prazer
Estou de acordo com os antropologistas cujas pesquisas revelam que o ser humano passou a preferir o poder da posse e domínio sobre os outros homens ao prazer de conviver criativa e amorosamente com eles, quando inventou a agricultura (domínio da terra como fonte de riqueza), quando domesticou os animais e, conseqüentemente, quando escravizou também os homens pela força do poder físico, acrescido e reforçado pelo poder tecnológico e econômico.
Suponho ser esta a origem do autoritarismo na vida humana, gerando o poder do macho, o poder da família, o poder do capital e o poder do estado.
constatando que o protomutante se orienta fundamentalmente por seu tesão, concluímos que terá de ser lúdico o seu viver cotidiano, que vai combater por pura vocação todas as formas de autoritarismo,
seu prazer serve mesmo é para amar e para criar, que sempre vai encontrar um jeito potente e competente para se associar e conviver, para ser amigo, para ser amante e companheiro,
para ser cúmplice e solidário com as pessoas que seleciona ao sabor das ondas e marés do seu encantado tesão cotidiano [...]
A palavra prazer, aqui, tem um significado primário, mas essencial: satisfação pelo exercício puro e direto da vida em si mesma
se eu não trabalhei, sofrendo e me frustrando em coisas contrárias à minha vocação, não poderei avaliar a totalidade do prazer que significa poder criar e produzir de acordo com meus potenciais humanos originais.
Viver nossa originalidade única deve ser, pois, a realização do tesão mais importante
Não sinto que o disco de um concerto sinfônico seja o concerto sinfônico que foi gravado, assim como a foto de um entardecer não me parece o entardecer que foi fotografado.
Falando do David (escultura), lembro-me de uma vez que os dois filhos de um turista cego o ergueram nos ombros para que ele tocasse a estátua.
Esticado, ele apalpava a barriga da perna do David e retirava as mãos rapidamente de sobre o mármore, voltando, em seguida, a tocá-la sempre desse modo ansioso. E ficava dando risada.
Centenas de pessoas, de todas as nacionalidades, que estavam ali a contemplar a estátua, companhavam atentas aqueles movimentos e puseram-se a rir também.
Então ele se agarrou à perna do David e passou a chorar. Por fim despencou sobre os ombros dos filhos que o abraçaram muito comovidos.
Segundo me disse depois um dos filhos, o pai nunca vira nada na vida, mas explodia assim quando tocava algo que fosse realmente belo.
A beleza que ele percebia não estava, pois, apenas na estátua visível do David, mas também no que resultava do jeito como foi criada e para quem Michelangelo a criou. Isto deve ter produzido no homem cego a ludicidade vivida naquele instante, embora ele não possa saber jamais como é a beleza aparente daquela obra.
Entretanto, o tesão do rapaz florentino que serviu de modelo e o tesão de Michelangelo por ele, o tesão do artista pela beleza do corpo humano, tudo isso eu tenho certeza de que o cego sentiu tocando a escultura, tanto quanto todos nós que podíamos vê-la.
Precisamos não esquecer que a troca suplementar, sem dúvida alguma, é a forma legítima e a mais necessária, pois amplia a relação de prazer e alegria das pessoas que curtem a beleza produzida um no outro, numa forma de tesões tão recíprocos que acabam parecendo um só.
Logo, podemos afirmar que a comunicação da beleza é tão primária, tão ecológica e tão natural como o prazer e a alegria de que é feito o tesão de viver.
Comunicar para satisfazer e produzir mais tesão, jamais para ser consumido ou para se perpetuar
Na falta de palavra melhor, diria que a beleza exerce uma função terapêutica espontânea na busca do reequilíbrio de nossa saúde emocional e psicológica, toda vez que a experiência social nos desequilibrar.
Pelo sucesso na sociedade capitalista a maioria se prostitui, mente, trai, rouba, é capaz até de matar, se for o caso.
Assim, se para mim o diagnóstico já está feito, a terapia se impõe: desbloquear a liberdade pessoal e social da pessoa em todos os campos de sua existência
durante todo o processo terapêutico, as pessoas referirem-se a um aumento progressivo de seu tesão de viver, de criar, de produzir, de conviver, de lutar e de amar sendo acompanhado por surtos súbitos e fantásticos de interesse e prazer sexuais.
Ao fim da terapia, aqueles que conseguiram, realmente, tornar-se livres (aqueles que passaram a viver o mais possível em função de sua originalidade única) contam com surpresa que sua sexualidade mudou (até de polaridade, quando o problema era esse),
ocorrendo o funcionamento sexual e a realização de seu prazer orgástico de forma sempre mais intensa, mais bela, mais livre e, às vezes, dizem, de forma completa.
as sociedades autoritárias terão de pagar por crimes que praticam impunemente contra a liberdade geral do ser humano. Elas poderão dominá-los, escravizá-los e castrá-los, mas os terão cada vez mais fracos, doentes, dependentes, incompetentes, impotentes e alienados para servi-las.
Suportar o autoritarismo do capitalismo burguês, só mesmo drogado. Admiro e respeito muito as pessoas que ainda contestam, que se insurgem, seja de que modo for, contra as restrições ao seu tesão de viver.
estou “doente” da miséria humana a que a juventude do mundo vem sendo submetida pelo autoritarismo fascista de nosso tempo.
Pra mim o hippie certo é o sujeito que se nega a participar da sociedade de consumo, sem deixar com isso de participar da história da humanidade.
Conheço vários hippies, em todos os campos: letras, ciências, artes, filosofia, etc., que se negam a participar da sociedade de consumo mas não param de criar, de lutar.
O meu cotidiano é quase só ver: livros, teatro, cinema, televisão, quadros, esculturas, poesias (que não tolero recitadas), gente, bichos, plantas, pedras, paisagens, arquitetura, vidros, fogo, água... enfim, tudo.
Mas não como amador, não, eu olho essas coisas como profissional, com responsabilidade, mas sempre como se fosse pela primeira e pela última vez.
Você pode se apaixonar pelo papo de um amigo, pela beleza de uma paisagem e pelas diversas formas de amor que uma pessoa pode te oferecer.
Outro fator foram as falências, tanto dos modelos capitalistas quanto dos socialistas autoritários.[...] Conheci nos tempos da luta armada diversos companheiros que davam a vida pelo socialismo na luta, mas eram tiranos com suas mulheres e seus filhos. Se tomassem o poder, que sociedade iriam propor?
estamos vivendo um período de adolescência histórica. Uma fase de descobertas, tentativas, onde não há modelos definitivos e inquestionáveis.
Os jovens sabem perfeitamente o que não querem, e estão construindo o que querem. Num processo onde o que há de mais bonito é a intensidade da vida. Sinto um enorme tesão em viver. Sinto-me eternamente sedutor, seduzido e apaixonado. Enfim, em trânsito livre pela vida, neste momento.
parafraseando Belchior, agora eu não morro mais. Quer dizer, deixei de ser bobo e parei de viver, só para amar.
o amor é uma coisa que se produz no ser humano como manifestação fundamental do fato de ele estar vivo.
Observo as relações monogâmicas por tesão não de posse e de exclusividade, mas porque o casal deseja explorar o seu potencial amoroso sem diversificação e dificuldades de concentração, de criação, que a competição e a concorrência possam produzir.
Mas eles sabem que a relação tempo, espaço e tesão não será determinada por suas vontades e sim pelo potencial de amor que possuem para aquela relação específica.
Podem viver juntos na mesma casa ou cada um na sua. A coabitação não faz parte do amor e nem determina a qualidade, a durabilidade e a intensidade do amor. Viver junto nem sempre corresponde a amar junto.
Para mim a relação sexual só é plena quando começa imediatamente após o orgasmo; o que acontece entre duas pessoas quando termina o orgasmo delas, o que elas vão viver deste momento até o próximo orgasmo,
isso para mim é que é o novo amor, quer dizer, a vivência de uma parte dele que nós não aproveitamos ainda. Eu chamo isso de amor na intercama.
Exige muita criatividade e nenhum machismo, masculino e feminino. É um amor tão gostoso que o orgasmo até atrapalha.
A sensação mais pura e perfeita da existência do outro (além da evidência física) é quando alguém nos ama de verdade e nos certificamos disso, pasmos, gratos e deslumbrados.
Eu vivo exatamente fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Posso dizer que não sei se sou um artista ou um cientista; não sei se sou um político ou um pesquisador.
Eu faço tudo o que quero, tudo o que me dá vontade. E as pessoas me observam... porque há pessoas, a maioria delas, que passam toda a vida fazendo as mesmas coisas, o mesmo trabalho.
[...] E já tentei ser de outro jeito e não consegui. É estabelecida uma inquietação, uma terrível aflição, se eu começo a ficar muito tempo no mesmo lugar, quando o tipo de trabalho se repete,
Este é o ponto mais grave. Eu sou terapeuta e posso dizer que 80% dos meus clientes têm problemas psicológicos por não estarem fazendo o que gostariam de fazer.
As pessoas fazem, convencidas pelas suas amílias, o que o meio social prefere; isto de fazer o que é imposto provoca nessas pessoas um grande sofrimento, que muitas vezes estoura fora do trabalho, estoura em sexo, em agressividade, em equilíbrio mental.
Observando estes casos você vai ver como a forma de vida dessas pessoas é imprópria para elas.
Numa sociedade como a nossa, com esta família autoritária e cumpridora das normas do Estado, as pessoas sensíveis, cujo projeto de vida não está dentro do que espera o meio social, sofrerão muita repressão;
e esta é uma repressão muito danosa, pois é castrativa. Uma pessoa que não faz o que precisa fazer, tende a adoecer, perde, no mínimo, a identidade e o auto-respeito.
se por um lado ela faz o que a família e o Estado querem, será um castrado. Se, por outro lado, vai lutar e fazer o que quer, se sentirá marginal.
Ela passará por imensos sacrifícios de vida e vai acontecer aquela coisa dolorosa e triste que a gente vê com muitos artistas e intelectuais no país, que é viver à margem e impotente.
Agora, se a pessoa consegue superar este vínculo psicológico e consegue não desperdiçar muita energia neste vínculo e jogar tudo naquilo que tem de original e único, eu posso afirmar com convicção que ela se torna absolutamente vitoriosa no meio, e o sistema passa a necessitar dela. Só que nem todas as pessoas, por comodismo, estão dispostas a esta luta.
Eu acho que isso não se restringe à profissão. Eu também estou falando de liberdade. Uma pessoa que não sabe lutar pela sua liberdade de ser ou pela sua forma de amar, jamais vai poder lutar em sua profissão.
Eu sou um terapeuta que não recomenda a terapia pra ninguém. Enlouquecer é muito melhor que sobreviver a qualquer custo.
Só há dois tipos de loucura: a loucura branca (que é a luta) e a loucura negra (que é a entrega). Qualquer um que esteja lutando e querendo as suas coisas passa por louco.
Mas esta loucura eu acho sadia. Eu só faço terapia com a loucura negra. Pego as pessoas que estão se entregando e tento trazê-las para a luta de novo.
Quanto ao louco branco, eu quero mais é que ele faça terapia em mim, que me ensine a lutar desse jeito.
Você vê, por exemplo, um cara como o Chico Buarque. O que é que ele tem de diferente de nós?
É que ele é um grande sortudo. Ele pegou cedo o potencial maior dele, que era fazer samba e poesia. Ele ia ser arquiteto. A família projetava nele todo o futuro de um arquiteto.
Família de classe média alta, de intelectuais, o pai professor. E o Chico deve ter dito não: “o que eu quero é fazer samba e tomar cerveja”.
Isso tinha toda uma aparência de vagabundagem e de marginalidade, mas por trás disso estava tudo aquilo que aparece nas letras e músicas dos seus sambas, de sua vida e de seu lazer com cerveja e tudo.
Essa atitude humana do Chico perante a vida, perante a sociedade, é basicamente uma atitude política. Mas uma política visceral, não inventada ou estudada.
E ele teve de, no começo, aceitar ser um marginal até dentro da própria família, e só depois, tornando em obras e atitudes a sua originalidade livre é que foi conquistando o respeito que merece hoje.
O Chico sempre foi e é até hoje uma pessoa profundamente incômoda ao sistema, porque é um vitorioso dentro do próprio sistema que ele combate.
Eu acho que tudo que fiz na minha vida, da ciência pura à clínica, passando pela endocrinologia, pela psiquiatria, pela psicologia, em todas as minhas passagens pelas artes, eu estou sempre querendo saber qual é, qual é o de estar vivo, de viver, de amar, de criar, e não sei até agora.
Falar de mim é difícil porque eu gosto muito de mim; não no sentido narcisista, gosto porque estou vivendo a vida que quero, tenho a sensação de ter conquistado minha vida.
Uma sensação gostosa de só fazer o que quero e o que gosto na hora que bem entendo, do jeito que dá, do jeito que for possível.
Então esse gostar de mim me deixa um pouco babaca, um pouco vaidoso. Gosto do meu trabalho, acho-o útil. Mas se tivesse de falar alguma coisa para os outros a meu respeito, diria que a minha fase atual talvez seja a melhor fase que vivi. A maturidade trouxe a juventude de volta, sou hoje mais alegre que aos vinte.
Quer dizer que o caminho não seria procurar resolver o reprimido mas sim o repressor que existe em cada um? Cada ato repressor é uma aula de repressão. Você está com ódio da repressão mas aprendendo a reprimir
Qualquer profissão em que a pessoa seja obsessiva, só vive aquilo, só pensa naquilo, gera incompetência para o seu próprio exercício.
Quando falei obsessivo é porque já considero esse tipo de dedicação profissional como uma coisa não sadia.
A pessoa se desliga do meio social, vira uma espécie de máquina e, entretanto, tudo o que vai fazer tem a ver com o meio social.
A coisa a que o psicólogo tem de se dedicar menos, a meu ver, é ao estudo da Psicologia. Tem de conhecer bem Antropologia, História, Economia, Política. Seu trabalho tem de ser arte também.
A procura da beleza nas sessões, nas técnicas que aplica, é altamente terapêutica. A beleza é terapêutica. O terapeuta tem de ser militante nas atividades do mundo para que seja crível aquilo que diz, faz, tenta comunicar aos clientes.
à medida que a gente aumenta nessa pessoa a vontade de viver, a sensação de repressão também aumenta, o medo também aumenta. Quanto mais ela queira ser ela mesma, o efeito da repressão torna-se maior.
Então a gente aplica técnicas terapêuticas próprias e [...] ela começa a ganhar força para lutar
Por isso é que a indústria farmacêutica dos psicotrópicos, dos antidepressivos, etc., tem esse grande desenvolvimento, esse apoio oficial. Porque isso é uma arma do Estado: cortar a angústia, a ansiedade, a depressão e o medo, porém mantendo a repressão.
O grave disso é que esses medicamentos fazem com que a pessoa pare de reagir aliviando-lhe apenas o sintoma. É preciso nunca esquecer que uma pessoa neurótica e que procura terapia ainda está viva e ainda pode ser salva.
Seus sintomas são seus gritos de socorro, porque ainda querem ser elas mesmas e estão dispostas a lutar contra o que as reprime. As demais, são as que já se submeteram.
os conceitos anarquistas de comunidade equilibrada, democracia cara-a-cara, tecnologia humanística e sociedade descentralizada — estes ricos conceitos libertários — não são apenas desejáveis, como são necessários.
Não apenas pertencem às grandes visões do futuro humano: constituem-se agora nos pré-requisitos básicos da sobrevivência do homem.
O amor dos jovens pela natureza é uma reação contra as características essencialmente sintéticas de nosso meio urbano e seus vis produtos.
Sua informalidade em vestir-se e em seus costumes descontraídos são uma reação contra o formalismo, a estandardização da vida moderna.
Sua predisposição para a ação direta é uma resposta à burocratização e centralização da sociedade.
Sua tendência à marginalização, à recusa do trabalho e da competitividade, reflete uma indignação crescente contra a insensata rotina industrial instaurada pela manufatura de massa nas fábricas, escritórios e universidades.
Seu intenso individualismo constitui, na sua maneira elementar de ser, uma descentralização de fato, da vida social: uma retirada pessoal da sociedade de massa.
devemos nos encarregar da terra de maneira comunitária, como coletividade humana, e romper as travas da propriedade privada, que falsearam nossa visão de vida e da natureza desde que abandonamos a sociedade tribal.
Devemos eliminar não apenas a hierarquia burguesa, mas a hierarquia como tal; não apenas a família patriarcal, mas todos os modos de dominação sexual e paterna; não apenas a classe burguesa e seu sistema de apropriação, mas também as classes sociais e todas as formas de propriedade.
A humanidade há de tomar possessão de si mesma, tanto a nível individual quanto coletivo, de modo a que qualquer ser humano disponha verdadeiramente de sua sorte cotidiana
Proponho a luta pela libertação das mulheres, das crianças, dos homossexuais de ambos os sexos, dos negros, dos colonizados

























6 comentários:
Deixa o tio Marx saber disso!
Nicholas, este livro é uma eresia contra os bons costumes. Como ousa profanar o mundo blogueiro cristão com esta imoralidade.
Se fosse em outras epocas vc seria o carvão e este livro estaria enrolado em um mastro...ou é o contrario?
Nada de palavras feias, menino! Tesão não é de Deus...kkkk...Orgasmo talvez, excitação...
Brincadeiraaaaa...
é NADA! palavra feia é comodismo, desânimo, estagnação.. tesão é coisa de quem VIVE!
o livro não é imoral nem nada, tem idéias q divergem do cristianismo.. mas como td na vida, que as pessoas assimilem o q acharem útil e descartem o q não for.
e vê se pára de criar tumulto aqui viu ôôôô cara pálida! E aí, assumiu o cargo lá? Ou perdeu mais alguma coisa? hahahahha
bjos, ótima semana pra vc.
rs.
ilha do cardoso jovem nicholas.
vi que gostou mesmo do livro.
pretendo ler então.
nenhum comentário construtivo :P.
Tesão, líbido, orgasmo... hum... sexualidade em pauta, mas de forma que arremata o 'todo'.
É fato que, tratar o contexto da sexualidade em quebra de tabu, o ser humano atingirá o topo e dançará no leve. Que leve? O que queima, arde, versa no íntimo. Vês! Formidável inseparável, pois todos aguçam pelo enraizado, claro que, saboreado, conquistado parte por parte, e isso, está em pele e gemido. O beijo, sempre a véspera da mão que afaga sendo a mesma que ativa: 'achar a vida bela, apaixonante, no querer conquistá-la, namorá-la e ser correspondido, apesar dos defeitos e desafenças'.
Nicholas, aprendi que: 'até o sexo é palavra em suspiro, gemido que quer dizer e diz'.
Abraços!
Priscila Cáliga
Já te disse que virei adepta de São Longuinho!!!
Nada mais se perde, tudo se acha num pulo!
Tchau tesudo
Sem tesão "ou a velha conhecida paixão" fica mais dificil sim, viver. Sem paixão funcionamos no automático fazendo o que devemos ou o q nós é dito fazer, apenas sobrevivemos e deixamos de viver.
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