19.6.10

10 Qualidades do Homem Guerreiro - Gustavo Gitti

Recomendado para os homens. Sem contra-indicações para as mulheres. ;)

"Ter nenhuma limitação como limitação,
e nenhum caminho como caminho" (Bruce Lee)


Post Original:

Melhores Trechos:

1. O guerreiro lidera ao servir às habilidades dos outros

Não pense que o líder é aquele que se destaca ou o que possui mais competências. O bom líder é aquele que vê potencialidades nos outros e age para que suas habilidades encontrem espaço no grupo e se desenvolvam.

Em vez de retórica, sua arte é outra: ele é mestre da escuta.

2. O sucesso do guerreiro inclui o fracasso

O homem guerreiro sabe que não pode confiar em um sucesso que pode dar errado. O sucesso vendido por aí traz mais frustração do que felicidade. O autêntico êxito não pode estar baseado em ideais de sucesso. A ousadia do guerreiro afirma que nosso sucesso tem de ser atingido mesmo se falharmos.

Em vez de dinheiro, fama e poder, podemos buscar diretamente o que pensamos que vamos conseguir com dinheiro, fama e poder. Em vez de tentar alterar as configurações externas para nos sentirmos bem, treinamos nossa mente e cultivamos uma felicidade, uma consciência e uma presença cuja estabilidade independe do que acontece ao nosso redor.

3. O orgulho, para o guerreiro, é uma forma de distração

O guerreiro faz seu melhor. Sem olhar para trás com orgulho. Sem olhar para os lados pedindo aprovação. Sem olhar para frente gerando expectativas.

4. O guerreiro está sempre disponível

Ser disponível não significa ter tempo, mas ser capaz de, a qualquer momento, arranjar tempo. Se nos fechamos em nossas pequenas revoluções pessoais, não estaremos preparados para quando uma grande revolução passar ao nosso lado.

Estar disponível é sinal de compaixão e liberdade. Compaixão, já que o guerreiro está sempre aberto às confusões humanas. Liberdade, pois o guerreiro pode mudar de direção a qualquer momento, sem preparação, sem avisos.

5. A religião do guerreiro só tem um nome: liberdade

O sofrimento surge da contração, do fechamento. Um homem se suicida quando seu espaço de ação é totalmente reduzido e não lhe sobra alternativa além de um tiro na boca. Ele não vê saídas. Sabendo disso, o guerreiro está constantemente ampliando o espaço de possibilidades em seu mundo e nas vidas de todos ao seu redor.

Sua presença aberta está sempre apontando a liberdade em tudo, para todos.

6. O guerreiro encara tudo como um sonho

Viver a vida como um sonho, ver a qualidade onírica de tudo. Essa simples metáfora do sonho causa várias transformações no guerreiro: ele não se leva a sério, ele não dá solidez às situações, ele se livra de certezas e crenças, ele age sem medo.

7. A filosofia do guerreiro tem corpo

A filosofia do guerreiro não é senão seu corpo em ação. Em vez de guardar saberes, ele faz uso deles para se posicionar no mundo.

Ao ouvir alguém, o guerreiro observa o corpo e aprende com ele. Ao falar, o guerreiro não está interessado em transmitir idéias e informações. Ele mira o corpo do outro. Cada palavra é um golpe – de ataque ou sedução, de violência ou carinho.

8. O guerreiro anda com a morte ao lado

Todo dia, o homem guerreiro levanta e se lembra que vai morrer. Seu primeiro e último pensamento é: todos vamos morrer. Isso tira a importância e concede leveza a seus atos.

Sabendo que vai morrer, o guerreiro não se distrai, não entra em discussões tolas, não perde tempo. Se a relação é medíocre, ele a abandona. Se o local se estagnou, ele se muda. Ele não desperdiça sua energia vital.

O homem guerreiro é parceiro da morte.

9. A única preocupação do guerreiro: oferecer suas habilidades ao mundo

Sem interesses autocentrados, sem ideal de sucesso, sob a sombra da morte, só resta ao guerreiro oferecer o que tem de melhor ao mundo. Ele associa suas artes e habilidades a grandes projetos e tenta enriquecer, como pode, esse sonho coletivo que vivemos.

O guerreiro faz de seus atos um presente a todos. Presente que entrega sem que ninguém peça. Ele também não espera elogios ou agradecimentos, apenas entrega e se vai.

É apenas alguma coisa, uma forma de agradecer pela oportunidade antes de morrer.

10. O guerreiro repousa além das construções

Mulheres vêm e vão. Amigos se apresentam e se despedem. Trabalhos começam e terminam. O guerreiro nunca se vincula totalmente a algo, pois sabe que tudo é impermanente. Paradoxalmente, essa mesma impermanência o faz se dedicar totalmente a cada mulher, amigo ou trabalho. Para o olhar dos outros, o guerreiro é muito ativo e está fazendo mil coisas. Mas o guerreiro é imóvel. Sua imobilidade faz com que ele seja impassível, imperturbável.

Seus pés não estão nas construções que ele executa. Quando o construído desmorona, ele não cai junto. Sua consciência não se identifica com nada que surge na mente: pensamentos, emoções, idéias, medos, desejos. Tampouco ele se identifica com o que surge no corpo: doença, decrepitude, envelhecimento. Sabendo que não é nada disso, ele transita e vive tudo com intensidade.

Adentrar todos os mundos e seres é sua prática de coragem.

O guerreiro sabe que somos a liberdade da qual tudo brota. É essa sua base, seu único refúgio.


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5 comentários:

Canteiro Pessoal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canteiro Pessoal disse...

Nicholas, amei a imagem que traz sustãncia ao post. Mas, estou com uma pulga atrás da orelha, na íntegra uma parte não me casou bem, e se colocaste é porque lhe casou bem, afinal postamos aqui acreditamos, está em pele, assinamos em baixo.

Este trecho: 'Mulheres vêm e vão' ou pode-se dizer: Homens vêm e vão. Adiciono uma palavra em difinição: DESCARTÁVEL. Também, 'substituível'. Sobre 'amigos se apresentam e se despedem', está muito insólido, pois neste apresentar ocorre laços de alma e a despedida é acometida por mudanças que a própria vida oferece, de cidade, país [...], mas a amizade fica, a não ser que, pessoas envolvidas queiram quebrar o laço [uma escolha]. Trabalhos começam e terminam? Transmite inconstância e seres que não criam raízes e dela se expandir, pois guereiro ao meu ver é alguém com objetivo, finca a estaca e faz com sua árvore floresça e dê frutos. Que de um nada, faz ser cheio, transbordante [todas as áreas], e vive tudo com intensidade.

Priscila Cáliga

Thatiana disse...

Sendo mulher, li e me identifiquei absurdamente. A (o) guerreira (o) age com o coração, ela (e) é sincera(o) e sensata (o). Ela (e) vive intensamente cada minuto, porém com humildade, disposta (o) sempre a aprender. Ela(e) não se sente derrotado com as adversidades... Simplesmente ri e reconhece seu “fracasso”, que cheira muito mais a aprendizado. Acho que a idéia do item 10 é bem interessante visto que diz respeito ao reconhecimento da dinâmica da vida. O viver intensamente o momento, o presente, se dedicando de corpo e alma seja pro amor, pro trabalho ou amizade. Fazendo o melhor pela causa que se abraçou naquele momento. A (O) guerreira (o) tem consciência da dinamicidade das coisas e eu entendo o “vão e vem” como sendo o fluxo vigoroso da viva e não no fim dessas relações. É como se a (o) guerreira (o) estivesse sempre preparada (o) “pro que der e vier” porque ela (e) acredita que “a terra e o universo estão seguindo o seu caminho”, ela (e) confia na vida. Definitivamente um Guerreiro reconhece outro Guerreiro.
Grande abraço!

Beeta disse...

A filosofia do guerreiro não é senão seu corpo em ação. Em vez de guardar saberes, ele faz uso deles para se posicionar no mundo.

Ao ouvir alguém, o guerreiro observa o corpo e aprende com ele. Ao falar, o guerreiro não está interessado em transmitir idéias e informações. Ele mira o corpo do outro. Cada palavra é um golpe – de ataque ou sedução, de violência ou carinho.
Viver a vida como um sonho, ver a qualidade onírica de tudo. Essa simples metáfora do sonho causa várias transformações no guerreiro: ele não se leva a sério, ele não dá solidez às situações, ele se livra de certezas e crenças, ele age sem medo.
esses dois trexos vou levar para minha vida toda...são saberes q pretendo seguir.. como semprecomensinamentos explêndidos Nicholas.. beijos

Canteiro Pessoal disse...

Thatiana, a forma que abordou a temática ativou meu encéfalo, onde em sua captura há sentido que conduz a coerência e coesão. O 'vai e vem como sendo o fluxo vigoroso da viva e não no fim dessas relações', da forma que apresenta ave rara, leva-me à linha socio-interacinalista que tanto acredito, pois assim que abordo nos meus atendimentos diários, afinal não trilho em finitude e sim, em decisões que podem fazer ser finito.

Minha pele está tatuada numa palavra 'relacionar', portanto, um [a] guerreiro [a] dando passos significativos em sustância, adentrando no campo do sujeito com a arte dificílima do 'dentro', e se desenvolvendo parte por parte no alcançar a inteireza, não isoladamente no foco do 'descartável' ocasionado pelo vai e vem em palco, que é uma das palavras que tanto ouço quando estou em atendimento, sendo preciso um trabalho minucioso para resgate do ser-se e ser no outro.

Obrigada, sua explanação sobre foi de excelência.

Abraços.

Priscila Cáliga

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