skip to main |
skip to sidebar

"Muitas pessoas estão incrustadas com uma série de hábitos, costumes, fazendo sobre eles mesmos julgamentos que as deixam infelizes. Sofrem porque querem e não buscam mudar.
Estas pessoas estão como mortas, no sentido que não podem quebrar as amarras de suas preocupações, aborrecimentos, costumes arraigados e permanecem frequentemente vítimas dos juízos que temos sobre eles. A partir daí, é bem evidente que sejam, por exemplo, covardes, indolentes ou maldosos.
Se começarem a ser indolentes ou covardes, nada vai mudar o fato de serem assim. É por isso que estão mortos; é uma maneira de dizer que um morto-vivo está cercado, completamente envolvido pela inquietação perpétua dos julgamentos e das ações que não querem mudar.
De sorte que, em verdade, como estamos vivos, quis demonstrar [...] a importância de modificar os atos por outros atos.
Qualquer que seja o círculo do inferno em que vivemos, penso que somos livres para quebrá-lo. E se as pessoas não o quebram, ainda assim permanecem livres e se colocam livremente no inferno."
(Jean-Paul Sartre)


5 comentários:
Perfeita a conclusão de Sartre!
É aquela história que falei em outro post: Livres até para não sermos livres...
Acho que me apaixonaria por Sartre. rs Aiai... Ando tão sentimental.
Nicholas,
Por Lúcia Helena Galvão
Diretora e professora voluntária da
Escola de Filosofia Nova Acrópole Lago Norte-DF
"A cultura em que vivemos gerou alguns desajustes na formação do homem. Um dos elementos é que o privou de olhar para dentro de si mesmo e perguntar-se acerca de quem ele de fato é, o que sente, o que quer para sua vida, o que lhe traz verdadeira felicidade, qual é o sentido de sua vida. Não há, enfim, um convite à reflexão e construção da própria identidade; pelo contrário, há, por todos os lados, vias para distrair-se, fugir e esconder-se permanentemente de si mesmo.
Para os antigos gregos, seria necessário estabelecer um diálogo com a Alma, ou seja, descobrir o que nos faz trair a nós mesmos quando não cumprimos com o que havíamos decidido ser e fazer; é preciso visualizar com clareza aonde queremos chegar, como queremos nosso futuro. Vida sem encontro consigo mesmo não é vida, é embalagem vazia, mera fachada. Somos, na realidade, embalagens de um ser superior, nossa própria essência e identidade".
Priscila Cáliga
Escolhi o dia certo para ler esse trecho. Precisava disso...
Vlw, Nich.
Bjs.
Flor;*
Postar um comentário